Características
Descrição
1 CD Sallaberry Reflections lançamento do 9º disco "A Soundtrack From A Movie Never Made"
* Fotos ilustrativas
* Produto Oficial
* Sallaberry - Reflections - A Soundtrack From A Movie Never Made
* CD Instrumental Brazilian & Latin Jazz
RELEASE OFICIAL
by Charler Gavin (Titãs)
Disco: “Reflections - A Soundtrack From A Movie Never Made” Artista: Sallaberry (Sallaberry Music, 2021)
Ao longo destes treze anos à frente do programa O Som Do Vinil, apresentando e pesquisando a história da música brasileira, presenciei inúmeras reflexões sobre nossa cultura e o papel de nossa profissão, a do músico, dentro dela. Nesta extensa sequência de entrevistas, que me serviu e serve de base para muita coisa, uma frase dita por Egberto Gismonti, a quem devo muito, marcou-me profundamente. Eis o que mestre declarou: “Antes de aprender a tocar bem seu instrumento, o músico deve, antes de mais nada, aprender a tocar a vida”.
A observação de Gismonti, multifacetada e interdisciplinar, chama a atenção por tratar de um dos maiores desafios para nós, músicos, diante de um processo no qual escolas e universidades brasileiras de música não nos preparam devidamente. Para conquistar o direito de viver de música, seja como for, é necessário foco, paciência, discernimento, sensibilidade, criatividade, curiosidade, perseverança, habilidade, coração e mente abertos, além de talento, claro. Como sempre, Egberto nos alerta e nos inspira, assim como a totalidade de sua obra.
Bem, diria que o canceriano Sallaberry, baterista, compositor e produtor musical, é um interessante exemplo desta reflexão quando consideramos o que o paulistano realizou desde que iniciou sua carreira em 1978, tocando em bandas na cena alternativa do rock de São Paulo. De lá pra cá, movido por paixão, comprometimento e um raro senso de empreendedorismo em nosso segmento, Sallaberry concretizou muito. Em 1988, editou e publicou a ECO, revista especializada sobre bateria e percussão (este que vos fala está presente na primeira edição). ECO era um espaço vital para profissionais e amadores da comunidade artística — trazia material didático, notícias, informações e entrevistas com grandes nomes da música pop, rock e jazz
como Tony Williams, Gerry Brown e Max Roach, dentre outros. Em 2002, já pensando no desenvolvimento e na viabilização de sua discografia enquanto artista solo, Sallaberry desenvolveu o “E-rec”, ferramenta de produção fonográfica que utilizava a internet como via para troca e utilização de arquivos de áudio, um dispositivo que estava à frente de sua época, possibilitando gravar com qualquer pessoa que estivesse em qualquer lugar do planeta. Não tardou muito para que seus álbuns solos, ancorados no espírito solidário da coletividade percussiva, fossem produzidos com os benefícios do “E-rec”. Em 2005 chega o primeiro disco, “Sambasong & Friends” (2005), focado no universo da música brasileira. Na sequência vieram “Samba Soft”(2007),
“Sambatuque” (2009), “New Bossa” (2011), “Rhythmist" (2013), "Move Out" (2015), "Origem" (2017) e ” Rhythm Of The Spirits” (2019). Nessa jornada discográfica, Sallaberry contou com a colaboração e participação de gente peso da cena instrumental brasileira e do jazz como Airto Moreira, Robertinho Silva, Júlio “Chumbinho” Herrlein, Billy Cobham, Dennis Chambers, Sandro
Haick, Arismar do Espirito Santo, Itamar Collaço, Andreas Kisser e muitos outros.
Mas não é só: em 2009, escreveu e lançou o Manual Prático de Produção Musical (adotado em faculdades e cursos técnicos), publicação pioneira sobre o tema no Brasil. E no ano do confinamento social, 2020, um dos mais difíceis para todos os músicos do planeta, criou e desenvolveu o aplicativo Sallaberry Experience, um play along para ser utilizado remotamente para estudo e prática de bateria.
Para o início de 2021, Salaberry prossegue sua empreitada discográfica lançando “Reflections — A Soundtrack From A Movie Never Made”, seu novo álbum, o nono trabalho com obras inéditas, gravado, mixado e produzido por ele mesmo durante o ano de 2020, com a participação de vários músicos, sendo que alguns deles acabaram tornando-se parceiros nas composições. O próprio Sallaberry relata como foi o processo: “Reflections” foi o disco mais desafiador que fiz por vários motivos: gravei muitas vozes (vocalizações), além da
bateria e percussões. Comecei também, dentro de meus limites, a fazer inserções melódicas no piano. Ao final das gravações, decidi que iria mixar o disco. Para isso, me equipei, li livros e assisti aulas sobre o assunto, busquei base técnica. Algumas faixas foram mixadas mais de dez vezes. O disco é meu porque sou o produtor, porém, ali estão vinte e dois músicos tocando comigo. Então, o disco é deles também, ou seja, somos uma banda de vinte e três músicos. Isso é o Reflections”. Sua habilidade em reunir um elenco tão diversificado de músicos
compositores, num período complicadíssimo de nossa história, é louvável, para dizermos o mínimo.
“A Soundtrack From A Movie Never Made”, o ótimo subtítulo do álbum nos provoca uma tarefa interessante: qual filme que ainda não foi feito, se encaixaria nas onze faixas? Geralmente o filme sempre começa a ser produzido antes de sua trilha sonora. Mas Sallaberry dá deixas para que cada ouvinte monte a sua lista de cenas — o nome de cada faixa pode servir como
sugestão. E porque não? “Copacabana Beach”, por exemplo, uma bossa nova elegante, com mais latinidade que de costume — lembra o cotidiano de quem vive no Rio de Janeiro, onde aquele turista nos visita na esperança de realizar suas fantasias amorosas, perambulando à noite pelas calçadas do bairro.
“Diamantina”, faixa que dialoga com sonoridades orientais, funcionaria bem em lugar nos arredores da belíssima cidade histórica de Minas Gerais. Já “Until Last Night”, arranjada em clima cool jazz, conduzida pelas melodias de Jean Trompete, poderia ser a atmosfera de uma madrugada fria, numa caminhada reflexiva pelas ruas da Lower Manhattan. A sonoridade de “Reflections” nos remete, em alguns momentos, à linguagem dos discos lançados do selo alemão ECM, um dos mais importantes e respeitados do mundo na esfera da música instrumental. Isso acontece da forma mais simples e direta em “Reflections” com o devido respeito aos timbres originais de cada instrumento gravado e reproduzido, sem as trucagens digitais que dominam as mixagens realizadas em working stations digitais e as ferramentas que seduzem técnicos e produtores hoje em dia.
Retornando à esfera meramente musical: “Latin Nights”, “Risca Faca”, “Call Me” e “Days Alone”, temas que circulam pelo território do jazz fusion contemporâneo, atuam como base para que os músicos convidados explorem seus atributos como instrumentistas e compositores. Sallaberry aproveita e lança mão de suas virtudes como estudioso baterista e ritmista que é,
incorporando técnicas diversas no seu principal instrumento e também na percussão, onde ficam aparentes suas influências — Airto Moreira e Naná Vasconcelos não seriam algumas delas?
Ouça “Rabo de Arraia” e tire suas conclusões. Mixando no Big Orange Studio, seu espaço de criação em Orlando, Flórida, Sallaberry ponderou: “a Flórida é um estado com influência de muitos povos — latinos, asiáticos e do oriente médio. Vivendo aqui, é inevitável que a minha música transpareça essas influências, embora os ritmos brasileiros continuem sendo a minha principal”.
Em última análise, “Reflections — A Soundtrack From A Movie Never Made”, é um trabalho que só foi possível de ser concebido, por conta da combinação das capacidades de seu principal criador, Sallaberry, com a amizade e colaboração de seus vinte e dois parceiros. Que venha a turnê do disco — estamos aguardando!
Charles Gavin
SALLABERRY PRESS RELEASE
Baterista, compositor e produtor musical.
Autodidata, iniciou sua carreira musical como baterista em 1978. No cenário ‘rock paulista’, participou de bandas como Cygnus, Madame Butterfly, Banda da Esquina e Bangkok Band dentre outras.
Em 1983 idealizou, juntamente com Dalam Junior, o projeto ‘Praça do Rock’, realizado no Parque da Aclimação. Anos depois o projeto teve apoio da Paulistur e Skol.
Em 1988 criou a primeira revista latino-americana de bateria, Eco, a qual foi editor e publisher. Com a publicação da Eco, Sallaberry teve a primeira oportunidade de se envolver com músicos norte-americanos, como Steve Gadd, Vinnie Colaiuta, Dave Weckl, Billy Cobham, Gerry Brown, Tony Willians e Max Roach dentre outros.
A partir do ano 2000 passou a dedicar-se a sua carreira solo, envolvendo-se com o estudo de ritmos brasileiros, gravando e produzindo em seu próprio estúdio (Tum Tum Home Music), em São Paulo. Desenvolveu em 2002 o recurso de produção musical conhecido por E-rec, onde Sallaberry utiliza a web para gravação e troca de arquivos de áudio com músicos radicados em diferentes países. Sallaberry foi pioneiro ao desenvolver um recurso que em 2020 tornou-se a principal ferramenta entre músicos durante a pandemia. Em carreira solo lançou Sambasong & Friends (2005), Samba Soft (2007) e Sambatuque (2009), New Bossa (2011), Sometimes Samba (2011- coletânea), Rhythmist (2013), Move Out (2015), Origem (2017), Rhythm Of The Spirits (2019), Black Box Celebration (8 CDs boxset), Sallaberry & Friends Collection (2020, exclusivo para o mercado japonês, pela gravadora geedes records) e Reflections: A Soundtrack From a Movie Never Made (2021).
O desenvolvimento do recurso E-rec rendeu a Sallaberry entrevistas e artigos em jornais brasileiros e internacionais, como o publicado no International Journal of Social Science and Humanity, Vol. 4, No. 4, July 2014. A idealização do E-rec rendeu a Sallaberry reconhecimento internacional. O álbum Samba Soft, que tem a presença de Billy Cobham e Dennis Chambers, é parte do acervo da Library Of Congress, em Washington.
Sallaberry autor da primeira publicação brasileira voltada a produção musical (Manual Prático de Produção Musical / Editora Música & Tecnologia, 2009 - esgotada). No ano de 2016 Sallaberry lançou a segunda edição do Manual Prático de Produção Musical. As duas publicações foram adotadas por faculdades e cursos técnicos como material didático. O mesmo material foi lançado em formato aplicativo (Tudo Sobre Produção Musical), disponível na época no Google Play e App Store.
É membro do Latin Grammy desde 1999, podendo votar em trabalhos de terceiros, bem como inscrever seus trabalhos.
Recebeu os prêmios Notáveis/ Outstanding Comunity Service Award – 2015, Prêmio Personalité (CD Rhytmist - 2015), Best Album of Latin Music - Akademia (CD Move Out – 2016) e Premio Melhor Instrumentista – O Embrulhador - Melhores da Música Brasileira (Cd Origem – 2017).
No ano de 2014 Sallaberry passou a ter residência nos Estados Unidos, desenvolvendo seus trabalhos no Big Orange Studio, na Flórida. Desde então, se apresenta em locais reconhecidos internacionalmente, como o Disney Springs dentre outros. Em 2020 lancou o aplicatico Sallaberry Experience, utilizado como play along por músicos e estudantes de música. Nos primeiros trinta dias o app obteve mais de 2.000 downloads.O app está disponível gratuitamente na App Store e Google Play. Ainda em 2020 criou o primeiro concurso online de bateria, com o objetivo de manter os bateristas envolvidos com música durante o período de pandemia, além de publicar os e-books ‘Endorsement’ e ‘Manual Prático de Produção Musical – Terceira Edição’, em formato Kindle, disponível na Amazon.
Ao longo de sua carreira, gravou com músicos como Billy Cobham, Dennis Chambers, Airto Moreira, Arismar do Espirito Santo, Robertinho Silva, Andreas Kisser, Derico Sciotti, Marcos Romera, Sandro Haick, Ed Côrtes, Marcp Bosco, Daniel D’Alcântara, Paulo Soveral, Álvaro Gonçalves, Fernando Moura, Thiago Pinheiro, Thiago do Espírito Santo, Tarcísio Edson César, Beto Di Franco, Marcelo Cotarelli, Pepe Rodriguez, Edu Martins, Maurício Marques, Flávio Sandoval, Chico Willcox, Ivan Paduart, Paulinho Duro, Rubinho Chacal, Marcinho Eiras, Itamar Collaço, CoopDeVille, Luis Cubano, Álvaro Gonçalves, Bruno Cardozo, Faíska, Renato Nunes, Claudio Celso, Luciano Magno, Fábio Valois, Fernando Moura, Jorge Pescara, Claudio Infante, Luciano Mazzeo, Esdras Gallo, Júlio “Chumbinho” Herrlein, Cássio Ferreira, Fábio Leão, Ricardo Ramos, J. Batista, Rodrigo Vásquez, Wanderson Bersani, Flávio Medeiros, Fúlvio de Oliveira, Adriano Paternostro, Edmilson Chiquinho e Hugo Ksenhuk dentre outros.
Maiores informações:
www.sallaberrymusic.com
* Fotos ilustrativas
* Produto Oficial
* Sallaberry - Reflections - A Soundtrack From A Movie Never Made
* CD Instrumental Brazilian & Latin Jazz
RELEASE OFICIAL
by Charler Gavin (Titãs)
Disco: “Reflections - A Soundtrack From A Movie Never Made” Artista: Sallaberry (Sallaberry Music, 2021)
Ao longo destes treze anos à frente do programa O Som Do Vinil, apresentando e pesquisando a história da música brasileira, presenciei inúmeras reflexões sobre nossa cultura e o papel de nossa profissão, a do músico, dentro dela. Nesta extensa sequência de entrevistas, que me serviu e serve de base para muita coisa, uma frase dita por Egberto Gismonti, a quem devo muito, marcou-me profundamente. Eis o que mestre declarou: “Antes de aprender a tocar bem seu instrumento, o músico deve, antes de mais nada, aprender a tocar a vida”.
A observação de Gismonti, multifacetada e interdisciplinar, chama a atenção por tratar de um dos maiores desafios para nós, músicos, diante de um processo no qual escolas e universidades brasileiras de música não nos preparam devidamente. Para conquistar o direito de viver de música, seja como for, é necessário foco, paciência, discernimento, sensibilidade, criatividade, curiosidade, perseverança, habilidade, coração e mente abertos, além de talento, claro. Como sempre, Egberto nos alerta e nos inspira, assim como a totalidade de sua obra.
Bem, diria que o canceriano Sallaberry, baterista, compositor e produtor musical, é um interessante exemplo desta reflexão quando consideramos o que o paulistano realizou desde que iniciou sua carreira em 1978, tocando em bandas na cena alternativa do rock de São Paulo. De lá pra cá, movido por paixão, comprometimento e um raro senso de empreendedorismo em nosso segmento, Sallaberry concretizou muito. Em 1988, editou e publicou a ECO, revista especializada sobre bateria e percussão (este que vos fala está presente na primeira edição). ECO era um espaço vital para profissionais e amadores da comunidade artística — trazia material didático, notícias, informações e entrevistas com grandes nomes da música pop, rock e jazz
como Tony Williams, Gerry Brown e Max Roach, dentre outros. Em 2002, já pensando no desenvolvimento e na viabilização de sua discografia enquanto artista solo, Sallaberry desenvolveu o “E-rec”, ferramenta de produção fonográfica que utilizava a internet como via para troca e utilização de arquivos de áudio, um dispositivo que estava à frente de sua época, possibilitando gravar com qualquer pessoa que estivesse em qualquer lugar do planeta. Não tardou muito para que seus álbuns solos, ancorados no espírito solidário da coletividade percussiva, fossem produzidos com os benefícios do “E-rec”. Em 2005 chega o primeiro disco, “Sambasong & Friends” (2005), focado no universo da música brasileira. Na sequência vieram “Samba Soft”(2007),
“Sambatuque” (2009), “New Bossa” (2011), “Rhythmist" (2013), "Move Out" (2015), "Origem" (2017) e ” Rhythm Of The Spirits” (2019). Nessa jornada discográfica, Sallaberry contou com a colaboração e participação de gente peso da cena instrumental brasileira e do jazz como Airto Moreira, Robertinho Silva, Júlio “Chumbinho” Herrlein, Billy Cobham, Dennis Chambers, Sandro
Haick, Arismar do Espirito Santo, Itamar Collaço, Andreas Kisser e muitos outros.
Mas não é só: em 2009, escreveu e lançou o Manual Prático de Produção Musical (adotado em faculdades e cursos técnicos), publicação pioneira sobre o tema no Brasil. E no ano do confinamento social, 2020, um dos mais difíceis para todos os músicos do planeta, criou e desenvolveu o aplicativo Sallaberry Experience, um play along para ser utilizado remotamente para estudo e prática de bateria.
Para o início de 2021, Salaberry prossegue sua empreitada discográfica lançando “Reflections — A Soundtrack From A Movie Never Made”, seu novo álbum, o nono trabalho com obras inéditas, gravado, mixado e produzido por ele mesmo durante o ano de 2020, com a participação de vários músicos, sendo que alguns deles acabaram tornando-se parceiros nas composições. O próprio Sallaberry relata como foi o processo: “Reflections” foi o disco mais desafiador que fiz por vários motivos: gravei muitas vozes (vocalizações), além da
bateria e percussões. Comecei também, dentro de meus limites, a fazer inserções melódicas no piano. Ao final das gravações, decidi que iria mixar o disco. Para isso, me equipei, li livros e assisti aulas sobre o assunto, busquei base técnica. Algumas faixas foram mixadas mais de dez vezes. O disco é meu porque sou o produtor, porém, ali estão vinte e dois músicos tocando comigo. Então, o disco é deles também, ou seja, somos uma banda de vinte e três músicos. Isso é o Reflections”. Sua habilidade em reunir um elenco tão diversificado de músicos
compositores, num período complicadíssimo de nossa história, é louvável, para dizermos o mínimo.
“A Soundtrack From A Movie Never Made”, o ótimo subtítulo do álbum nos provoca uma tarefa interessante: qual filme que ainda não foi feito, se encaixaria nas onze faixas? Geralmente o filme sempre começa a ser produzido antes de sua trilha sonora. Mas Sallaberry dá deixas para que cada ouvinte monte a sua lista de cenas — o nome de cada faixa pode servir como
sugestão. E porque não? “Copacabana Beach”, por exemplo, uma bossa nova elegante, com mais latinidade que de costume — lembra o cotidiano de quem vive no Rio de Janeiro, onde aquele turista nos visita na esperança de realizar suas fantasias amorosas, perambulando à noite pelas calçadas do bairro.
“Diamantina”, faixa que dialoga com sonoridades orientais, funcionaria bem em lugar nos arredores da belíssima cidade histórica de Minas Gerais. Já “Until Last Night”, arranjada em clima cool jazz, conduzida pelas melodias de Jean Trompete, poderia ser a atmosfera de uma madrugada fria, numa caminhada reflexiva pelas ruas da Lower Manhattan. A sonoridade de “Reflections” nos remete, em alguns momentos, à linguagem dos discos lançados do selo alemão ECM, um dos mais importantes e respeitados do mundo na esfera da música instrumental. Isso acontece da forma mais simples e direta em “Reflections” com o devido respeito aos timbres originais de cada instrumento gravado e reproduzido, sem as trucagens digitais que dominam as mixagens realizadas em working stations digitais e as ferramentas que seduzem técnicos e produtores hoje em dia.
Retornando à esfera meramente musical: “Latin Nights”, “Risca Faca”, “Call Me” e “Days Alone”, temas que circulam pelo território do jazz fusion contemporâneo, atuam como base para que os músicos convidados explorem seus atributos como instrumentistas e compositores. Sallaberry aproveita e lança mão de suas virtudes como estudioso baterista e ritmista que é,
incorporando técnicas diversas no seu principal instrumento e também na percussão, onde ficam aparentes suas influências — Airto Moreira e Naná Vasconcelos não seriam algumas delas?
Ouça “Rabo de Arraia” e tire suas conclusões. Mixando no Big Orange Studio, seu espaço de criação em Orlando, Flórida, Sallaberry ponderou: “a Flórida é um estado com influência de muitos povos — latinos, asiáticos e do oriente médio. Vivendo aqui, é inevitável que a minha música transpareça essas influências, embora os ritmos brasileiros continuem sendo a minha principal”.
Em última análise, “Reflections — A Soundtrack From A Movie Never Made”, é um trabalho que só foi possível de ser concebido, por conta da combinação das capacidades de seu principal criador, Sallaberry, com a amizade e colaboração de seus vinte e dois parceiros. Que venha a turnê do disco — estamos aguardando!
Charles Gavin
SALLABERRY PRESS RELEASE
Baterista, compositor e produtor musical.
Autodidata, iniciou sua carreira musical como baterista em 1978. No cenário ‘rock paulista’, participou de bandas como Cygnus, Madame Butterfly, Banda da Esquina e Bangkok Band dentre outras.
Em 1983 idealizou, juntamente com Dalam Junior, o projeto ‘Praça do Rock’, realizado no Parque da Aclimação. Anos depois o projeto teve apoio da Paulistur e Skol.
Em 1988 criou a primeira revista latino-americana de bateria, Eco, a qual foi editor e publisher. Com a publicação da Eco, Sallaberry teve a primeira oportunidade de se envolver com músicos norte-americanos, como Steve Gadd, Vinnie Colaiuta, Dave Weckl, Billy Cobham, Gerry Brown, Tony Willians e Max Roach dentre outros.
A partir do ano 2000 passou a dedicar-se a sua carreira solo, envolvendo-se com o estudo de ritmos brasileiros, gravando e produzindo em seu próprio estúdio (Tum Tum Home Music), em São Paulo. Desenvolveu em 2002 o recurso de produção musical conhecido por E-rec, onde Sallaberry utiliza a web para gravação e troca de arquivos de áudio com músicos radicados em diferentes países. Sallaberry foi pioneiro ao desenvolver um recurso que em 2020 tornou-se a principal ferramenta entre músicos durante a pandemia. Em carreira solo lançou Sambasong & Friends (2005), Samba Soft (2007) e Sambatuque (2009), New Bossa (2011), Sometimes Samba (2011- coletânea), Rhythmist (2013), Move Out (2015), Origem (2017), Rhythm Of The Spirits (2019), Black Box Celebration (8 CDs boxset), Sallaberry & Friends Collection (2020, exclusivo para o mercado japonês, pela gravadora geedes records) e Reflections: A Soundtrack From a Movie Never Made (2021).
O desenvolvimento do recurso E-rec rendeu a Sallaberry entrevistas e artigos em jornais brasileiros e internacionais, como o publicado no International Journal of Social Science and Humanity, Vol. 4, No. 4, July 2014. A idealização do E-rec rendeu a Sallaberry reconhecimento internacional. O álbum Samba Soft, que tem a presença de Billy Cobham e Dennis Chambers, é parte do acervo da Library Of Congress, em Washington.
Sallaberry autor da primeira publicação brasileira voltada a produção musical (Manual Prático de Produção Musical / Editora Música & Tecnologia, 2009 - esgotada). No ano de 2016 Sallaberry lançou a segunda edição do Manual Prático de Produção Musical. As duas publicações foram adotadas por faculdades e cursos técnicos como material didático. O mesmo material foi lançado em formato aplicativo (Tudo Sobre Produção Musical), disponível na época no Google Play e App Store.
É membro do Latin Grammy desde 1999, podendo votar em trabalhos de terceiros, bem como inscrever seus trabalhos.
Recebeu os prêmios Notáveis/ Outstanding Comunity Service Award – 2015, Prêmio Personalité (CD Rhytmist - 2015), Best Album of Latin Music - Akademia (CD Move Out – 2016) e Premio Melhor Instrumentista – O Embrulhador - Melhores da Música Brasileira (Cd Origem – 2017).
No ano de 2014 Sallaberry passou a ter residência nos Estados Unidos, desenvolvendo seus trabalhos no Big Orange Studio, na Flórida. Desde então, se apresenta em locais reconhecidos internacionalmente, como o Disney Springs dentre outros. Em 2020 lancou o aplicatico Sallaberry Experience, utilizado como play along por músicos e estudantes de música. Nos primeiros trinta dias o app obteve mais de 2.000 downloads.O app está disponível gratuitamente na App Store e Google Play. Ainda em 2020 criou o primeiro concurso online de bateria, com o objetivo de manter os bateristas envolvidos com música durante o período de pandemia, além de publicar os e-books ‘Endorsement’ e ‘Manual Prático de Produção Musical – Terceira Edição’, em formato Kindle, disponível na Amazon.
Ao longo de sua carreira, gravou com músicos como Billy Cobham, Dennis Chambers, Airto Moreira, Arismar do Espirito Santo, Robertinho Silva, Andreas Kisser, Derico Sciotti, Marcos Romera, Sandro Haick, Ed Côrtes, Marcp Bosco, Daniel D’Alcântara, Paulo Soveral, Álvaro Gonçalves, Fernando Moura, Thiago Pinheiro, Thiago do Espírito Santo, Tarcísio Edson César, Beto Di Franco, Marcelo Cotarelli, Pepe Rodriguez, Edu Martins, Maurício Marques, Flávio Sandoval, Chico Willcox, Ivan Paduart, Paulinho Duro, Rubinho Chacal, Marcinho Eiras, Itamar Collaço, CoopDeVille, Luis Cubano, Álvaro Gonçalves, Bruno Cardozo, Faíska, Renato Nunes, Claudio Celso, Luciano Magno, Fábio Valois, Fernando Moura, Jorge Pescara, Claudio Infante, Luciano Mazzeo, Esdras Gallo, Júlio “Chumbinho” Herrlein, Cássio Ferreira, Fábio Leão, Ricardo Ramos, J. Batista, Rodrigo Vásquez, Wanderson Bersani, Flávio Medeiros, Fúlvio de Oliveira, Adriano Paternostro, Edmilson Chiquinho e Hugo Ksenhuk dentre outros.
Maiores informações:
www.sallaberrymusic.com
CD Sallaberry Reflections lançamento do 9º disco "A Soundtrack From A Movie Never Made"
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015448
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